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Na Pauta dos CEOS

por Anik Suzuki em 10.07.17

Dois mil executivos, em 60 países, elegeram o dano à marca e à reputação como o principal risco para os negócios, à frente, inclusive, do nervosismo com a desaceleração econômica, da incerteza política e da incapacidade de inovar.

O estudo Global Risk Management Survey, realizado pela consultoria Aon, este ano, alerta ainda que há 80% de risco de uma organização perder 20% do seu valor em um único mês devido a uma crise de imagem. Demorou, mas tudo indica que a gestão de reputação entrará, em definitivo, para a pauta dos CEOs e dos principais dirigentes das empresas.

Para o bem e para o mal, reputação não diz respeito somente às grandes companhias. Quando o assunto é atração e retenção de talentos, por exemplo, uma segunda pesquisa, a Corporate Responsability Magazine, aponta que 76% das pessoas não aceitariam uma oferta de trabalho de uma empresa com má reputação, mesmo que estivessem desempregadas. Se aceitassem, essas pessoas pediriam o dobro do salário em relação ao atual. Por outro lado, 93% dos profissionais aceitariam sair do trabalho atual para ganhar a mesma coisa em uma empresa com boa reputação.

Pode ser que no Brasil, com um índice de desemprego ultrapassando os 13%, a dificuldade em contratar seja um pouco menor, porém, os prejuízos são altos. Segundo um levantamento do LinkedIn, o Talent Solutions, empresas com má reputação gastam cerca de R$ 15 mil a mais por contratação e precisam oferecer 10% a mais de salário para conseguir bons profissionais – e mesmo assim, apenas 28% aceitam. E se você é empregador, fique atento: há cinco fatores que mais contribuem para uma má reputação perante colaboradores ou candidatos a vagas. São eles a insegurança ou instabilidade, equipes disfuncionais, liderança ruim, depoimentos negativos de ex ou atuais funcionários e incoerência nos valores.

Na ANK, uma das dimensões que sempre trabalhamos na nossa metodologia para gestão de reputação é a de Liderança. Ao encontro disso, a The CEO Reputation Premium – Gaining Advantage in The Engagement Era, da Weber Shandwick, comprova: 45% da reputação da companhia é atribuída ao CEO, sendo que 1 em cada 2 executivos afirma que “a fama do CEO” impactou sua decisão de aceitar uma posição na empresa e 58% garantem que essa é uma das razões pelas quais ainda estão na organização. Vale tirar mais alguns minutos para ler a reportagem completa (Você RH – Edição 50 – Jun/Jul) e pensar o que sua empresa já faz, ou não, pela reputação da sua marca. E agir!

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